Uma enfermeira do Pronto Socorro Municipal de Parnaíba registrou boletim de ocorrência denunciando suposto assédio moral e perseguição no ambiente de trabalho. Segundo o relato, os episódios teriam começado após embates públicos com o prefeito Francisco Emanuel sobre problemas no hospital e a cobrança pela assinatura do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
De acordo com o boletim, a profissional afirma que vinha enfrentando problemas relacionados às condições de trabalho na unidade e que participou de manifestações públicas cobrando melhorias para a categoria e a implementação do PCCS. Ela relata ainda que passou a sofrer represálias por parte de coordenadores da unidade, que são primos do prefeito.
Segundo a denúncia, a situação teria se agravado após ela determinar a suspensão temporária de uma medicação de uso eletivo em razão de um desfalque na equipe de plantão. A enfermeira também relata que uma técnica de enfermagem teria deixado o serviço após ser questionada sobre um atraso.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a profissional afirma que foi chamada para uma reunião na presença do secretário municipal de Saúde, Thiago Judah Sampaio Carneiro, do diretor do Pronto Socorro Municipal, Rui Taffael Sidônio Fontenele, do procurador da Saúde, Alberto Abraão Loiola Filho, e de um advogado da Prefeitura de Parnaíba identificado como Tito. Ela sustenta que permaneceu por cerca de 38 minutos sendo alvo de acusações e constrangimentos.
Medo
A Enfermeira relatou também que passou a sofrer consequências emocionais após o episódio, afirmando que enfrenta dificuldades para dormir e medo de retornar ao trabalho.
O caso foi formalizado por meio de boletim de ocorrência registrado na noite desta segunda-feira (15).