Nas férias escolares, os pequenos saem de sua rotina habitual de aulas e tarefas. Com isso, os pais se preocupam sobre como oferecer tempo de qualidade aos filhos. Segundo a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da UNINASSAU Jockey, Letice Ribeiro, a criança é um ser essencialmente brincante.
"É por meio do brincar que ela vivencia momentos fundamentais para o seu desenvolvimento, assimilando noções de regras, comportamentos e habilidades sociais. E o lúdico deve ser adaptado à faixa etária. O brincar de uma criança de um ano difere substancialmente das atividades de uma de quatro ou oito anos, pois cada etapa exige estímulos específicos", explica a terapeuta ocupacional.
A especialista afirma que, durante as férias, a prioridade deve ser o compartilhamento de momentos com a família. A participação da dinâmica familiar valida a experiência da criança, criando memórias afetivas profundas. Momentos simples, como contar histórias, cozinhar juntos ou realizar tarefas domésticas de forma lúdica, são formas valiosas de fortalecimento de vínculos.
"Dentro de casa, as possibilidades são vastas. Atividades como esconde-esconde, pintura com tinta guache, uso de massinha de modelar ou o preparo de receitas estimulam a atenção, a criatividade e o envolvimento da criança. Jogo de memória, pique esconde, amarelinha, contação de histórias, brincar na cabaninha, andar de bicicleta ou ao ar livre são excelentes opções. Também é fundamental que os adultos saibam flexibilizar. Caso o pequeno proponha uma atividade diferente da planejada, é importante mergulhar em sua imaginação e acompanhar seu ritmo", explica a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da UNINASSAU Jockey.
Letice Ribeiro ainda reflete sobre a necessidade de proporcionar momentos de envolvimento e socialização para a criança conseguir, de fato, uma interação satisfatória. "Nosso objetivo é estimular o brincar funcional, garantindo um desenvolvimento neuropsicomotor adequado à sua idade, superando barreiras e minimizando possíveis déficits que a ausência de estímulos lúdicos poderia impor”.