Primeira-dama de São João da Varjota nega acusações sobre coação e assédio moral de servidores

Segundo ela, sempre houve respeito à liberdade dos servidores para decidir sobre o conteúdo publicado em suas redes sociais.

A primeira-dama de São João da Varjota, Samara de Sousa dos Martírios, se manifestou após ser citada em uma denúncia envolvendo possível pressão e coação de servidores municipais para divulgação de ações da administração pública nas redes sociais. A informação foi divulgada com exclusividade pela TV Lupa1.

 Primeira-dama de São João da Varjota - Foto: Reprodução  
Em nota, Samara negou as acusações e afirmou que o procedimento foi arquivado pelo Ministério Público, conforme decisão oficial que, segundo ela, está em sua posse.

A primeira-dama declarou que nunca ameaçou ou pressionou servidores, contratados ou ocupantes de cargos comissionados para realizarem publicações em seus perfis pessoais. Também negou ter feito ameaças de exoneração ou perda de função para quem não divulgasse conteúdos relacionados à administração municipal.

Samara afirmou ainda que uma denúncia, principalmente quando apresentada de forma anônima, deve ser apurada e não pode ser considerada, por si só, como comprovação de irregularidade.

Segundo ela, sempre houve respeito à liberdade dos servidores para decidir sobre o conteúdo publicado em suas redes sociais.

Na manifestação, Samara disse que recebeu as acusações com tranquilidade e que decidiu se pronunciar para preservar sua imagem e esclarecer sua posição diante do caso. “Jamais ameacei, pressionei ou coagi qualquer servidor”, afirmou.

A primeira-dama também declarou que não pretende utilizar o episódio para promover conflitos e que continuará exercendo suas atividades normalmente.

Veja a denúncia

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPE-PI) uma denúncia que relata suposta prática de coação e assédio moral contra servidores da Prefeitura de São João da Varjota, no Sul do Piauí.

A denúncia, registrada de forma anônima em 2 de junho de 2026, aponta que a primeira-dama do município, Samara de Sousa dos Martírios, estaria exigindo que servidores contratados e comissionados utilizassem seus perfis pessoais nas redes sociais para divulgar ações da administração municipal.

Conforme o relato encaminhado ao MPF, servidores que se recusassem a fazer as publicações estariam sujeitos a ameaças de exoneração ou de perda de cargos e funções de confiança.

MPF transfere caso ao MPE

O caso foi analisado pela Procuradoria da República no Município de Floriano. O procurador da República André Batista e Silva decidiu pelo declínio de atribuição do MPF e encaminhou o procedimento ao Ministério Público Estadual.

A decisão considera que os fatos relatados envolvem, em princípio, questões administrativas e políticas relacionadas exclusivamente à administração municipal de São João da Varjota. Dessa forma, segundo o MPF, a apuração cabe ao Ministério Público do Piauí.

Segundo o documento, o denunciante poderá recorrer da decisão no prazo de 10 dias. 

Confira a nota:


Em respeito à população de São João da Varjota e a todos que acompanham meu trabalho, venho esclarecer os fatos relacionados à denúncia divulgada por este Portal.

A denúncia apresentada contra mim, na qual foram feitas acusações de suposta pressão e coação sobre servidores municipais, foi arquivada pelo Ministério Público, conforme decisão oficial que tenho em mãos.
Recebi essas acusações com tranquilidade, porque tenho plena consciência da minha conduta e dos princípios que sempre nortearam minha vida pessoal e profissional.

Jamais ameacei, pressionei ou coagi qualquer servidor, contratado ou ocupante de cargo comissionado a utilizar suas redes sociais pessoais para divulgar ações da administração municipal, muito menos ameacei alguém com exoneração ou perda de função por não realizar publicações.
Não tenho essa índole e não é dessa forma que construo minhas relações com as pessoas.
Sempre respeitei — e continuarei respeitando — a liberdade de cada um.

As pessoas são livres para manifestar suas opiniões, fazer suas escolhas e decidir aquilo que desejam ou não publicar em seus perfis pessoais.
É importante também compreender que uma denúncia, especialmente quando apresentada de forma anônima, constitui uma alegação que precisa ser apurada e não pode ser confundida com comprovação de culpa ou de prática de qualquer irregularidade. No presente caso, houve a devida apreciação pelo órgão competente e o procedimento foi arquivado.

Tenho uma trajetória construída com muito trabalho e respeito pelas pessoas. Quem convive comigo e acompanha meu trabalho sabe da seriedade com que procuro cumprir minhas responsabilidades.

Não utilizarei este episódio para alimentar conflitos ou promover ataques. Apenas faço questão de restabelecer a verdade e preservar minha honra diante de uma acusação que atingiu diretamente meu nome e minha reputação.

Continuarei trabalhando com a mesma tranquilidade, respeitando as diferenças, as escolhas individuais e, acima de tudo, o direito e a liberdade de cada pessoa.

Samara de Sousa dos Martírios