A Polícia Federal (PF) revisou um relatório relacionado ao inquérito do caso Master e corrigiu informações que apontavam uma possível relação entre um voo envolvendo o empresário Roberto Leme, conhecido como “Beto Louco”, e um suposto repasse de R$ 350 mil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Na nova versão do documento, a PF reconheceu um “erro material” ao associar temporalmente o voo que transportou o empresário a Brasília com conversas atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e a seu cunhado, Fabiano Zettel, sobre um possível pagamento ao parlamentar.
Segundo a retificação, não há coincidência entre os eventos inicialmente relacionados. A investigação aponta que o voo de “Beto Louco” ocorreu em 6 de agosto de 2024, enquanto as mensagens mencionadas pela PF seriam de 6 de agosto de 2025, ou seja, um ano depois.
Com isso, a corporação afastou a correlação direta entre o deslocamento aéreo e as conversas sobre valores em espécie. O relatório também indica que o piloto da aeronave relatou ter ouvido do empresário, durante o voo, menções sobre um suposto encontro com “Ciro” em Brasília.
Apesar da correção, a PF afirmou que a revisão não altera outros pontos da investigação, mantendo o registro do voo e a existência das conversas analisadas no inquérito. A corporação destacou ainda que o ajuste se limita ao aspecto temporal, sem concluir sobre a origem ou destino dos valores citados.