O diretor de televisão Nilton Travesso morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos. Com uma trajetória de mais de sete décadas, ele participou da criação e direção de programas que se tornaram referências na televisão brasileira e passou por emissoras como Globo, Record, SBT, Band e Manchete.
Um dos primeiros profissionais da TV Record, Travesso iniciou a carreira em 1953, mesmo ano de fundação da emissora. Na década seguinte, ganhou espaço em grandes produções e, em 1974, foi convidado por Boni para integrar a equipe da TV Globo, onde participou da criação do Fantástico.
Entre os trabalhos que marcaram sua passagem pela emissora está a produção de América do Sul, em 1975, com Ney Matogrosso. A gravação, realizada em meio à floresta e fora dos estúdios, é considerada um marco na produção de videoclipes para a televisão brasileira.
Na década de 1980, Travesso também esteve envolvido na criação de atrações como Som Brasil e TV Mulher. Sua trajetória inclui ainda trabalhos no infantil Balão Mágico e na direção executiva do Chico Anysio Show, em 1986. Ao longo dos anos, também comandou novelas e programas de diferentes formatos, incluindo o Mais Você.
A contribuição do diretor para a televisão foi lembrada por nomes como Jô Soares, Pedro Bial e Ana Maria Braga. Em participações na TV, Travesso demonstrava o vínculo com a profissão e o entusiasmo pelo trabalho. Em uma conversa no Mais Você, em 2000, afirmou que não saberia fazer outra coisa além de televisão e definiu a atividade como fascinante.
Além da atuação nos bastidores das emissoras, ele fundou, em 2001, a Nilton Travesso Oficina de Atores, em Pinheiros, na capital paulista. A escola foi criada para preparar profissionais para o mercado artístico e audiovisual, com formação em interpretação, produção, operação técnica, cenografia e figurino.
O velório será realizado neste sábado (7), das 10h às 17h, na Funeral Home, no bairro Bela Vista, região central de São Paulo.