Jornalista é morto a facadas após discussão dentro de apartamento

Após o crime, a suspeita se trancou no apartamento, resistiu à abordagem e, segundo a PM, tentou tirar a própria vida durante a negociação.

A Polícia Civil de Goiás investiga a morte do jornalista Delson Carlos, encontrado morto dentro de um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia. O crime ocorreu após uma discussão entre os ocupantes do imóvel e terminou com a prisão de uma mulher apontada como principal suspeita.

 Jornalista é morto a facadas após discussão dentro de apartamento - Foto: Reprodução 

Conforme informações da Polícia Militar, Delson estava no apartamento acompanhado de duas mulheres quando um desentendimento teve início. Os três teriam consumido bebidas alcoólicas antes da discussão. Durante a confusão, o jornalista foi atingido por golpes de faca e morreu ainda no local. O caso ocorreu na última sexta-feira (24).

A principal suspeita, identificada como Renata Pedreira de Sousa, permaneceu trancada no apartamento após o crime e se recusou a atender às ordens para deixar o imóvel. Segundo a PM, durante a negociação ela apresentava comportamento compatível com um possível surto psicótico e chegou a tentar tirar a própria vida.

Diante da resistência, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) assumiram a ocorrência. Como as tentativas de negociação não tiveram êxito, os policiais realizaram uma intervenção tática para entrar no apartamento, utilizando artefatos de efeito moral.

Após ser contida, Renata recebeu atendimento médico e foi encaminhada, sob escolta policial, ao Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz. A unidade de saúde informou que não divulgará detalhes sobre seu estado clínico em respeito ao sigilo médico.

A outra mulher que estava no apartamento, identificada como Márcia Maria Carolli, também foi levada para atendimento hospitalar. Até o momento, a Polícia Militar não confirmou qual teria sido sua participação nos fatos.

O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio e lesão corporal. A suspeita deverá passar por audiência de custódia, enquanto as autoridades seguem reunindo depoimentos e demais elementos para esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.