O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nessa segunda-feira (24) que a Polícia Federal (PF) tenha acesso a informações de uma investigação envolvendo a Go Up Entertainment, produtora responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A medida atende a um pedido da PF para consultar dados obtidos durante uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação apura contratos firmados pela produtora com a Prefeitura de São Paulo.
O caso também envolve o Instituto Conhecer Brasil, entidade relacionada à produtora e que recebeu R$ 2 milhões em emendas parlamentares. Os repasses passaram a ser analisados pelo STF após Dino assumir a relatoria de um inquérito que apura um possível desvio de finalidade na aplicação dos recursos.
As verbas foram destinadas por meio de emendas do deputado federal Mario Frias (PL-SP). O caso chegou ao Supremo a partir de uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Filme sobre Bolsonaro
As investigações também passaram a envolver a produção de Dark Horse após uma reportagem do site The Intercept divulgar uma conversa na qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.
O diálogo teria ocorrido em novembro do ano passado. Após a divulgação, Flávio Bolsonaro negou ter negociado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e afirmou que os recursos mencionados eram de origem privada.