Cerca de 49,2% dos municípios brasileiros avaliados estão em situação de alerta ou risco para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Os dados fazem parte do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira (7).
O levantamento analisou 3.732 dos 5.569 municípios brasileiros. Os dados foram coletados entre maio e agosto deste ano e consideram apenas as cidades que enviaram informações para a pesquisa.
Onde estão os principais focos
Segundo o Ministério da Saúde, 42,3% dos criadouros identificados estavam em recipientes como vasos e pratos de plantas, garrafas e outros objetos que podem acumular água.
Na sequência aparecem reservatórios de água, como caixas-d’água e tonéis, com 26,1% dos focos, além de pneus e resíduos sólidos, como garrafas PET, latas e entulho, que representam 23%.
O tipo de criadouro predominante varia de acordo com a região. No Nordeste, por exemplo, destacam-se os recipientes utilizados para armazenamento de água. No Norte, predominam pneus e resíduos sólidos. Já no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os principais focos estão em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes.
Como evitar a proliferação do mosquito
O Ministério da Saúde orienta que a população faça vistorias frequentes em casa e nos espaços ao redor para eliminar locais que possam acumular água.
Entre as medidas recomendadas estão manter caixas-d’água, tonéis e cisternas fechados; guardar garrafas e baldes virados para baixo; limpar calhas e ralos; eliminar água acumulada em vasos e pneus; e dar a destinação adequada a latas, plásticos e entulhos.
Os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano, especialmente nos períodos em que as condições ambientais favorecem a reprodução do Aedes aegypti.