Mês passado, andei dando umas voltas pelo mundo afora, fora de nosso Brasil. Passei por vários aeroportos internacionais. Aliás, aeroportos , não. Shopingportos seria o nome mais adequado. Com a moderna definição dos aeroportos, somos obrigados a fazer enormes caminhadas, já que são muitas lojas nos infindáveis corredores.
Aqui e ali, aparecem placas para nos confirmar que estamos em aeroportos. O que não nos dispensa de enfrentar longas caminhadas. Como o número de idosos é grande, comigo inclusive, torna-se necessário apoio em cadeiras, esteiras rolantes e até pequenos trens internos. Tudo para viabilizar os falsos aeroportos e, em verdade, novos shoppings.
A privatização nos levou a esta clara queda da qualidade e desrespeito àqueles que só querem viajar e não, comprar. Acrescente-se o fato dos preços em aeroportos serem o dobro daqueles praticados nas cidades.
Com certo saudosismo, lembro do lançamento do CDG em Paris. O marketing era : “ O menor trajeto entre a saída da aeronave e a calçada de fora do aeroporto”.
Nossa Teresina não escapou da tendencia. As caminhadas aumentaram. Mesmo com pouquíssimos vôos, numa estratégia aérea incompreensível , só temos vôos para São Luis se fizermos escala na Noruega. Uma beleza !